sábado, 15 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Inteligência Competitiva ou de Mercado. É a mesma coisa?
Alguém me perguntou se há diferença entre os termos Inteligência Competitiva e Inteligência de Mercado. A verdade é que surgiu uma série de termos associados à palavra inteligência e associados a certos tipos de atividades nas empresas. Os termos são muitos: Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, Inteligência Econômica, Inteligência de Negócios (também se usam o termo em inglês, Business Intelligence, Inteligência Estratégica ou Monitoramento Estratégico.
Não se pode dizer se é a mesma coisa ou são coisas diferentes, de antemão, pois o que se nota é que as empresas prestadoras de serviços, adotam um ou outro nome, visando destacar seus serviços. Sendo assim, duas empresas diferentes podem usar o mesmo termo, mas com significados diferentes. O que passa a importar então, é como é definido o termo por quem o está usando, o que está por trás dos nomes. Ou seja, se uma empresa ou curso, disser que oference serviços ou treinamentos em Inteligência Competitiva, é preciso perguntar: “E o que vocês entendem por inteligência competitiva?” “Qual a abrangência do conceito que usam?” Alguns estarão mais focados no que Michael Porter chama de Inteligência do Competidor, olhando para o posicionamento da concorrência, clientes, fornecedores, enfim, as 5 forças de Porter. Outros vão mais além, buscando entender o ambiente competitivo de maneira mais abrangente. É o caso da abordagem que se vê muitas vezes chamada de Inteligência Estratégica, que busca entender não só o mercado, mas ir olhar de maneira mais ampla o ambiente competitivo. Leva em conta que este vai além do mercado, da concorrência, e do posicionamento atual. Mas como são termos genéricos, não importa o nome que se dê, tem que entender o que está por trás do nome que se está usando. De maneira geral, tem-se percebido cada vez mais que não é suficiente, como tenho destacado muitas vezes, ter a visão do tipo Porter e olhar somente o posicionamento atual da empresa que se está observando, e estar restrito ao mercado. É preciso ter uma visão mais ampla. Então independente de como se chame o serviço prestado ou o curso oferecido (Inteligência XXXX), cada vez mais tem-se falado em cenários prospectivos, visão de futuro, tendências e antecipação, não importa o termo que se use. No entanto, um aspecto que é alcança razoável consenso na área, é que os processos de inteligência, são processos que monitoram e apoiam a tomada de decisão a partir de informações que vem de fora da empresa, para dentro. Diferem-se dos processos que tratam informações que são geradas pela empresa e usadas por ela mesma ou das informações que são geradas pela empresa e enviadas para fora (ver artigo LESCA, H.; ALMEIDA, F. C. (1994) - Administração Estratégica da Informação. em http://www.vsbrasil.com.br/publicacoes.htm). O único termo que frequentemente tem sido usado para definir um processo distinto, é o termo Business Intelligence, que na verdade está mais preocupado, segundo a definição mais frequente, com modelagens de dados, estruturação de bases de dados, data mining, etc. (sugiro ver o programa no site http://www.fia.com.br/portalfia/Default.aspx?idPagina=7114, cujo tema Inteligência de Negócios é abordado pelo Prof. Sérgio Assis da FEA/USP).
Finalmente, eu diria que a discussão sobre os processos de inteligência é muito vasta e rica e não importa o nome que se use, ainda que seja o mesmo, diferentes aspectos interessantes podem estar por trás do termo e do que ele representa para quem o está usando. Nas postagens que fiz em 16 de fevereiro, extendo mais a discussão sobre Monitoramento Estratégico e Inteligência Econômica.
Fernando de Almeida
Não se pode dizer se é a mesma coisa ou são coisas diferentes, de antemão, pois o que se nota é que as empresas prestadoras de serviços, adotam um ou outro nome, visando destacar seus serviços. Sendo assim, duas empresas diferentes podem usar o mesmo termo, mas com significados diferentes. O que passa a importar então, é como é definido o termo por quem o está usando, o que está por trás dos nomes. Ou seja, se uma empresa ou curso, disser que oference serviços ou treinamentos em Inteligência Competitiva, é preciso perguntar: “E o que vocês entendem por inteligência competitiva?” “Qual a abrangência do conceito que usam?” Alguns estarão mais focados no que Michael Porter chama de Inteligência do Competidor, olhando para o posicionamento da concorrência, clientes, fornecedores, enfim, as 5 forças de Porter. Outros vão mais além, buscando entender o ambiente competitivo de maneira mais abrangente. É o caso da abordagem que se vê muitas vezes chamada de Inteligência Estratégica, que busca entender não só o mercado, mas ir olhar de maneira mais ampla o ambiente competitivo. Leva em conta que este vai além do mercado, da concorrência, e do posicionamento atual. Mas como são termos genéricos, não importa o nome que se dê, tem que entender o que está por trás do nome que se está usando. De maneira geral, tem-se percebido cada vez mais que não é suficiente, como tenho destacado muitas vezes, ter a visão do tipo Porter e olhar somente o posicionamento atual da empresa que se está observando, e estar restrito ao mercado. É preciso ter uma visão mais ampla. Então independente de como se chame o serviço prestado ou o curso oferecido (Inteligência XXXX), cada vez mais tem-se falado em cenários prospectivos, visão de futuro, tendências e antecipação, não importa o termo que se use. No entanto, um aspecto que é alcança razoável consenso na área, é que os processos de inteligência, são processos que monitoram e apoiam a tomada de decisão a partir de informações que vem de fora da empresa, para dentro. Diferem-se dos processos que tratam informações que são geradas pela empresa e usadas por ela mesma ou das informações que são geradas pela empresa e enviadas para fora (ver artigo LESCA, H.; ALMEIDA, F. C. (1994) - Administração Estratégica da Informação. em http://www.vsbrasil.com.br/publicacoes.htm). O único termo que frequentemente tem sido usado para definir um processo distinto, é o termo Business Intelligence, que na verdade está mais preocupado, segundo a definição mais frequente, com modelagens de dados, estruturação de bases de dados, data mining, etc. (sugiro ver o programa no site http://www.fia.com.br/portalfia/Default.aspx?idPagina=7114, cujo tema Inteligência de Negócios é abordado pelo Prof. Sérgio Assis da FEA/USP).
Finalmente, eu diria que a discussão sobre os processos de inteligência é muito vasta e rica e não importa o nome que se use, ainda que seja o mesmo, diferentes aspectos interessantes podem estar por trás do termo e do que ele representa para quem o está usando. Nas postagens que fiz em 16 de fevereiro, extendo mais a discussão sobre Monitoramento Estratégico e Inteligência Econômica.
Fernando de Almeida
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Curso de Pós em Inteligência Competitiva na Fipe - MBA
O MBA Inteligência Estratégica, Competitiva e Econômica da Fipe (www.fipe.org.br), tem o objetivo de discutir e ensinar as práticas de inteligência pelas empresas. A proposta é criar a partir deste curso, um Forum de discussão sobre esta prática. Porque Estratégica, Competitiva e Econômica? Um processo de inteligência deve ser um processo amplo que explora aspectos de Mercado, tema abordado no curso. Deve observar concorrentes, clientes, fornecedores. Mas deve ir além do mercado, estar atento também a outros movimentos do ambiente competitivo. É um processo que tem orientação estratégica, de curso e longo prazo. É um processo que deve estar atento a movimentos que vão além dos agentes do mercado onde a empresa atua, buscando entender outros mercados que possam impactar na atividade da empresa, buscando antecipar novos entrantes, novas tecnologias. Mas deve ter também uma preocupação com o ambiente econômico, estar atento a movimentos da economia, movimentos políticos, nacionais e internacionais. Por exemplo, uma empresa que produz cervejas, deve estar atenta a mudanças na legislação que possam impactar seu negócio. Uma empresa que produz equipamentos para energia elétrica, como por exemplo turbinas de hidro-elétricas, deve estar atenta a decisões do governo que possam ser favoráveis à produção de energia a partir de hidro-elétricas.
O curso não tem enfase em aspectos econômicos, de mercado, ou estratégico. Aborda todos esses aspectos, tal como deve abordar uma empresa preocupada em desenvolver atividades de inteligência. Veja o progama do curso no site: http://www.fipe.org.br/web/index.asp?c=2&crs=97&aspx=/web/cursos/turma.aspx
Faça comentários sobre o curso aqui no Blog. Gostaria de lê-los.
O curso não tem enfase em aspectos econômicos, de mercado, ou estratégico. Aborda todos esses aspectos, tal como deve abordar uma empresa preocupada em desenvolver atividades de inteligência. Veja o progama do curso no site: http://www.fipe.org.br/web/index.asp?c=2&crs=97&aspx=/web/cursos/turma.aspx
Faça comentários sobre o curso aqui no Blog. Gostaria de lê-los.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Pessoas - um fator crítico de sucesso para o processo de IC
Publiquei no último número um artigo na Competitive Intelligence Magazine da SCIP falando sobre os 5 fatores críticos de sucesso da introdução de um processo de inteligência. Está no site da ADVS Brasil (www.vsbrasil.com.br).
Habilidade e vontgade de compartilhar informação
Abertura para o Ambiente
Abertura de Espírito
Participação da alta Administração
Estrutura e Criatividade
Vejam o que acham.
Dias 21 e 22 de outubro a SCIP com o IBC vao realizar o congresso da SCIP no Brasil. Vou apresentar estas idéias lá. (www.scip.org)
Habilidade e vontgade de compartilhar informação
Abertura para o Ambiente
Abertura de Espírito
Participação da alta Administração
Estrutura e Criatividade
Vejam o que acham.
Dias 21 e 22 de outubro a SCIP com o IBC vao realizar o congresso da SCIP no Brasil. Vou apresentar estas idéias lá. (www.scip.org)
segunda-feira, 9 de março de 2009
20 maneiras para um processo de Inteligência Competitiva mais eficaz nos tempos de crise - para garantir sua função
1. Não só coletar dados e gerar relatórios, mas saber como analisar informações (inteligência);
2. Antecipar oportunidades e ameaças e não gerar relatórios sobre fatos consumados;
3. Não ser um mero organizador de informações para os gestores, mas ser o promotor do debate.
4. Discutir ativamente sobre movimentos da concorrência e dos outros players do mercado. Valorize seu papel na empresa;
5. Entender que inteligência é um processo que exige estrutura e criatividade. Use técnicas de criatividade;
6. O concorrente não pretende divulgar suas ações antecipadamente, mas elas podem ser percebidas nas entrelinhas; Criatividade de novo;
7. Análise de informações e inteligência é um quebra-cabeças, onde cada informação é uma nova peça. É preciso juntar as peças; Seja criativo;
8. Promover reuniões e discussão dentro da empresa;
9. Fazer o MBA em Inteligência Estratégica, Competiva e Econômica da FIPE
10. Inteligência Competitiva é um processo Coletivo;
11. Criar um processo de inteligência coletiva, onde todos (TODOS) participam coletando e interpretando o que acontece no ambiente competitivo;
12. Ajudar a empresa a identificar e antecipar demandas dos clientes;
13. Ajudar a empresa a identificar e antecipar movimentos da concorrência;
14. Ser antecipativo;
15. Olhar à frente;
16. Ser pró-ativo;
17. Não transformar o processo de inteligência em um espelho retrovisor, mostrando aos seus diretores o que aconteceu, mas o que vai acontecer!
18. Criar processos de inteligência na empresa e não relatórios de divulgação de informação.
19. Entender que a inteligência está nas pessoas e na cabeça delas e não no papel que se gera.
20. Fazer o MBA em Inteligência Estratégica, Competiva e Econômica da FIPE para ver como por tudo isto em prática.
Inteligência Competitiva:
. Um processo Coletivo (para a informação fluir)
. Exige Estrutura (para a informação fluir e não se perder)
. Exige Criatividade (para transformar informação em inteligência antecipativa)
2. Antecipar oportunidades e ameaças e não gerar relatórios sobre fatos consumados;
3. Não ser um mero organizador de informações para os gestores, mas ser o promotor do debate.
4. Discutir ativamente sobre movimentos da concorrência e dos outros players do mercado. Valorize seu papel na empresa;
5. Entender que inteligência é um processo que exige estrutura e criatividade. Use técnicas de criatividade;
6. O concorrente não pretende divulgar suas ações antecipadamente, mas elas podem ser percebidas nas entrelinhas; Criatividade de novo;
7. Análise de informações e inteligência é um quebra-cabeças, onde cada informação é uma nova peça. É preciso juntar as peças; Seja criativo;
8. Promover reuniões e discussão dentro da empresa;
9. Fazer o MBA em Inteligência Estratégica, Competiva e Econômica da FIPE
10. Inteligência Competitiva é um processo Coletivo;
11. Criar um processo de inteligência coletiva, onde todos (TODOS) participam coletando e interpretando o que acontece no ambiente competitivo;
12. Ajudar a empresa a identificar e antecipar demandas dos clientes;
13. Ajudar a empresa a identificar e antecipar movimentos da concorrência;
14. Ser antecipativo;
15. Olhar à frente;
16. Ser pró-ativo;
17. Não transformar o processo de inteligência em um espelho retrovisor, mostrando aos seus diretores o que aconteceu, mas o que vai acontecer!
18. Criar processos de inteligência na empresa e não relatórios de divulgação de informação.
19. Entender que a inteligência está nas pessoas e na cabeça delas e não no papel que se gera.
20. Fazer o MBA em Inteligência Estratégica, Competiva e Econômica da FIPE para ver como por tudo isto em prática.
Inteligência Competitiva:
. Um processo Coletivo (para a informação fluir)
. Exige Estrutura (para a informação fluir e não se perder)
. Exige Criatividade (para transformar informação em inteligência antecipativa)
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